sexta-feira, 30 de outubro de 2009

BIENAL DO ALTO TIETÊ

BIENAL DO ALTO TIETÊ
ERIC BAXMANN CARRUPT





Estou decepcionado com algumas mídias do Alto Tietê, na exposição que teve no salão da igreja do Carmo, que por um motivo qualquer não fez questão de me entrevistar, ora, se a mídia que fala ao público deixa de lado um artista, como o público irá conhecê?lo? Na realidade esse fato não é culpa da emissora de televisão e nem dos entrevistadores, isso é culpa do pré-conceito do brasileiro, ou seja, o conceito pré-concebido que vem de nossos pais avôs sobre arte.
O Brasil é um país que nasceu: colônia de Portugal, que mantinha conosco uma relação estritamente econômica; não havia nenhum interesse em educar esse povo, tanto que durante muitos séculos filhos de Barões ricos tinham que estudar fora do país. A situação da arte no Brasil só começou a mudar quando a família real veio para o Brasil, em 7de março de 1808, e criaram em 13 de agosto de 1816 a Escola Real das Ciências, Artes e Ofícios, até então o que se tinha como arte era de estrangeiros vindos ao novo mundo para relatar e catalogar essa ?terra nova?.
São Paulo no início do séc. XX. Era somente uma região agrícola cafeeira, já havia algumas indústrias, mas nada que a colocasse no mapa cultural, sendo que tudo que era arte aceita vinha do Rio de Janeiro, só depois da semana de 22 que São Paulo começou a ter um conhecimento artístico .
Esse pequeno parêntese histórico é só para mostrar que a arte no Brasil é nova, ainda mais se levarmos em conta a região do Alto Tietê; apesar de Mogi ser uma cidade moderna e financeiramente rica, ainda se vê em termos de arte como uma cidade interiorana, por isso não culpo essa mídia de não saber tratar a arte ou o artista com o devido respeito, ou as pessoas que ainda se assustam quando vêem uma performance, isso só mostra o quanto estamos distantes do resto do mundo.
A Bienal do Alto Tietê foi pensada por artistas inquietos, que não querem deixar a região do Alto Tietê, para que esta não se mantenha na idade das trevas cultural; e, de seu próprio esforço criaram a Bienal, hoje estando na sua 3ª edição.As primeiras foram efetivadas praticamente sem apoio nenhum, feito tudo com o próprio suor e amor pela arte e pela região, eles são Nerival, Cida, Chaér e Lúcio Bittencourt, foram os fundadores de movimento que trouxe a luz para nós artistas, uma luz que trará força para que artistas esquecidos voltem a serem lembrados, e novos artistas possam ter a chance de mostrar seu trabalho e ter seu devido reconhecimento, mas quem ganha com a Bienal é só o artista? Não, a sociedade também ganha afinal, a arte é o espírito da sociedade, ela reflete o pensamento e a cultura de sua região, cidade ou país; a arte também ganha, pois com isso haverá necessidade da arte da região evoluir e de se modernizar, tornando-se realmente contemporânea à arte de São Paulo e ao resto do mundo.
Hoje, para a 3ªterceira edição da Bienal, temos o apoio das secretárias de culturas das cidades que formam o Alto Tietê, essa parceria nos dá a esperança de um futuro melhor para nossa arte, mas será que nossa população conseguiu aprender a ver a arte, a ponto da Bienal sobreviver sem os políticos, caso estes deixem de ser nossos parceiros? Não, ainda não, o movimento da Bienal ainda é frágil e é por isso que a nossa luta é criar a Instituição Bienal do Alto Tietê, mas para que isso ocorra precisamos da ajuda da sociedade, precisamos criar parcerias com eles. Todos os artistas precisam se unir a nós, não só o pessoal de artes plásticas, mas os músicos, o pessoal de teatro, o pessoal de cinema, os poetas, os escritores os dançarinos, os intelectuais, todas, mas toda as classes, que estão ligadas à arte, a arte de criar e pensar. A semente foi plantada temos que cuidar para colher os frutos, e quais são os frutos? Os frutos pode ser a criação de novos movimentos como a Bienal do Livro, Amostra de Cinema, Amostra de Teatro, Amostra de Dança e Festival de Música e muitos outros eventos, podendo nos colocar no mapa cultural do Brasil e por que não do mundo? -como aconteceu em São Paulo. Mas isso só será possível se não deixarmos a Bienal enfraquecer e morrer e se houver união de todas as classes artísticas, pelo menos um consenso entre as classes para que possamos caminhar juntos.
Com tudo isso, só posso pedir a Deus que nos livre das trevas da ignorância!

E QUE DEUS NOS AJUDE!!!!!

Texto escrito por


Eric Baxmann Carrupt

em 23/02/2007

e finalizado na manhã do dia 24


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Líbano Montesanti Calil Atallah